segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Asfalto


Asfalto!

A tua textura quente e granulada
Deixa-me em brasa!
Um fogo ardente percorre as minhas veias,
Todo o meu corpo palpita
De tão intenso e fugaz contacto.

Joelho... Cotovelooo...

Ainda sentem o teu toque.
Macio.... fugaz...
Não mais me abandonará!
Tal qual um flecha...
Deixará marcas profundas no meu corpo.
Um aperto e um forte arrepio à flor da pele.
Um petit-quelche-chose de quente-frio...

Esquerda.... Direitaaaaa...
Esquerdaaaaaaaaaaaaaa... Direitaaaaa...
Continuo em compasso descertado.

Espatifei-me ao comprido com a bicicleta. Cotovelo, joelho, mão, labio, queixo, nariz... Todo o meu corpo arde do impacto. Um pedregulho de gelo derrete joelho abaixo, E perfaz o contraste perfeito Com a temperatura do corpo a latejar da ferida.

Assinado: Timona (a perder o seu líquido cremoso...)

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