
Asfalto!
A tua textura quente e granulada
Deixa-me em brasa!
Um fogo ardente percorre as minhas veias,
Todo o meu corpo palpita
De tão intenso e fugaz contacto.
Joelho... Cotovelooo...
Ainda sentem o teu toque.
Macio.... fugaz...
Não mais me abandonará!
Tal qual um flecha...
Deixará marcas profundas no meu corpo.
Um aperto e um forte arrepio à flor da pele.
Um petit-quelche-chose de quente-frio...
Esquerda.... Direitaaaaa...
Esquerdaaaaaaaaaaaaaa... Direitaaaaa...
Continuo em compasso descertado.
Espatifei-me ao comprido com a bicicleta. Cotovelo, joelho, mão, labio, queixo, nariz... Todo o meu corpo arde do impacto. Um pedregulho de gelo derrete joelho abaixo, E perfaz o contraste perfeito Com a temperatura do corpo a latejar da ferida.
Assinado: Timona (a perder o seu líquido cremoso...)
Nenhum comentário:
Postar um comentário